O Perspicaz | Parte 2: Primeiro Encontro

Dezesseis horas. Foi esse o horário que combinamos de nos encontrarmos em um boteco pelas redondezas da Av. Paulista. A escolha do lugar foi ideia minha. A princípio sugeri um pub, mas, por ainda ser dia, reconsiderei. Cheguei a conclusão que encontrá-lo a luz do dia num lugar escuro e fechado, seria o mesmo que sabotar a mim mesma. Afinal, pouca maquiagem em lugar com pouca iluminação não é uma boa combinação. Minha make não seria valorizada e maquiagem forte seria muito over para o momento. Mulheres… sempre pensando nos detalhes.

Ele chegou antes de mim, pontual. Já eu, me atrasei dez minutos. O boteco estava completamente vazio, só dava ele lá me esperando. Entrei um pouco esbaforida pois, o motorista parou mais a frente e estava começando a chover. Ele se levantou para me cumprimentar e tenho que admitir… gostei do que vi. Fidedigno as fotos (tô parecendo alguns clientes falando agora rs). Pedimos algo para beber – ele cerveja e eu caipirinha de limão (não tinha outro sabor) – e então começamos a conversar.

Primeiros encontros para mim são como entrevistas de emprego. Você precisa causar uma boa impressão logo de cara, se esforça para mostrar que é bom o suficiente, o tempo inteiro é avaliado e ainda precisa lidar com o nervosismo. Eu pelo menos costumo ficar bastante nervosa quando, a primeira vista, a pessoa do outro lado da mesa me causa um certo interesse. Se eu não gostar do tal “pretendente” foda-se, vou ser eu mesma sem o menor pudor. Agora se gosto, fico ansiosa, tomando o maior cuidado para não cometer nenhuma gafe e objetivando me tornar o mais interessante possível aos olhos do outro. Chega a ser ridículo isso, pois é quando estamos mais relaxados que nos tornamos mais atraentes naturalmente. Que ironia da vida. Tão confiante na presença de um cliente, ainda que desconhecido, lidando com a nudez alheia e a minha própria da maneira mais tranquila e orgânica possível e em encontros da vida real sou a timidez em pessoa.

E você acredita que em pouco tempo de conversa, ele já me constrangeu??!

Por que você está nervosa?

-Eu não estou nervosa. Por que você acha que estou nervosa? – Levemente nervosa.

-Porque você está balançado sua perna.

Droga! Contra linguagem corporal não há argumentos! Como ele sentiu minha perna balançando por baixo daquela mesa de madeira que não nos dava nenhuma visão do que tinha embaixo? Será que eu estava encostando nele e nem percebi? O rapaz era esperto mesmo! Foi aí que ganhou o adjetivo de Perspicaz (além de outras situações que descobrirão no decorrer das postagens seguintes). O jeito foi admitir o crime e justificar elegantemente:

-Estou um pouco pois, não estou acostumada com esse tipo de situação. Foram poucas as vezes que tive encontros derivados do Tinder.

-Por que?

E assim foi, um assunto trazendo outro. Daí, mais a frente na conversa, ele solta outra avaliação a meu respeito:

-Não achava que você fosse tímida assim, nas redes (Instagram, ele quis dizer) parece tão solta.

-Ahh é diferente quando estou na presença de amigos ou pessoas que já conheço. Em situações como essa me sinto menos a vontade.

-Por que não está a vontade agora?

Ou seja, sempre me lançando as perguntas cabulosas. Parecia um psicólogo me avaliando o tempo inteiro.

-Se bem que você é atriz, né? Como vou saber se não está aí interpretando uma personagem para mim? A tímida misteriosa…

Nesse momento dei apenas uma risadinha igualmente misteriosa. Queria eu que fosse isso e não a realidade dos fatos. Mas, que bom que ele especulou ser apenas um “charminho” meu rs.

No entanto, não vou dizer que ele também não estava sendo avaliado. Aliás, antes de ser atriz, também sou jornalista e como já dizia Truman Capote: “Deus está nos detalhes”. Não foram 100% das coisas que saíram dos seus lábios que me agradaram. Gostei menos ainda quando ele revelou ser um homem promíscuo, que não teve relacionamentos longos (menos de oito meses) e que não acredita em exclusividade sexual.

-Não sou um cara para namorar! Foram exatamente essas palavras que ele usou.

-Poxa vida, só porque estou procurando o pai dos meus filhos? O que farei agora? – Zombei.

-Mas posso ser o pai dos seus filhos, não precisamos casar para isso. – E eu lá sou mulher de ser mãe solteira?!

O cara que diz isso logo de cara num primeiro encontro, está nitidamente dizendo: “só quero te comer”. Não precisa disso. Por acaso ele achou que eu me apaixonaria por ele perdidamente se já não me desse esse alerta de antemão? Relevei. Afinal, ele não sabia o que eu estava buscando no Tinder e preferiu ser transparente desde o princípio. Me desapontou um pouco, confesso, pois, caso viéssemos a sair mais de uma vez, eu teria que me policiar para não me envolver, o que é difícil. Mulheres costumam se envolver com maior facilidade do que os homens.

Conforme a bebida subia, ficamos com calor dentro daquele estabelecimento e o ar condicionado pelo visto não estava funcionando. Ele sugeriu sairmos de lá e darmos uma volta, irmos até o parque Trianon. Gostei da ideia de sair do boteco, mas, não tanto de ir para o parque, pois, sabia que requereria uma caminhada e eu estava de sandália, aquele tipo de sandália que você usa pra ficar mais bonita e não porque é confortável.

Pediu a conta e eis que chega um dos momentos em que o homem é extremamente avaliado. Será que ele vai pagar a conta sozinho ou vai aceitar minha sugestão de divisão? Particularmente não sou o tipo feminista e acho bacana sim o cara pagar a conta num primeiro encontro (ou demais encontros) como demonstração de gentileza. Sou das antigas. Cheguei a pegar o meu cartão na bolsa, mas ele se antecipou e entregou o dele para o garçom, sem mencionar qualquer divisão. Nesse momento perguntei se ele não queria dividir, ele apenas fez um careta que não e perguntou se eu tinha algum problema com isso. “Problema nenhum! Até prefiro!” pensei. Daí pedi licença para ir ao banheiro e o deixei colocando a senha do cartão.

Quando saímos do boteco e paramos para avaliar em qual direção deveríamos ir, ele lançou uma brincadeira um tanto boba, para conseguir um beijo meu. Eu dizia que o parque era para tal lado e ele dizia que era para o outro.

-Vamos apostar?

-Apostar o que?

-Apostar dinheiro seria feio, né? – Ele perguntou, já sabendo a resposta.

-Óbvio.

-Vamos apostar então que se você estiver errada terá que me dar um beijo. – Como se fosse preciso toda essa elaboração para eu ter que beijar ele rs.

Mas ele também me enganou nas informações transmitidas. Me fez acreditar que a Paraíso ficava para o lado contrário ao que ele estava indicando, fazendo com que eu apostasse num palpite fadado ao fracasso. Debati que nesse caso a aposta estava anulada, já que ele me sacaneou com fake news, mas, ele repetia que “aposta era aposta” rs.

Mas a brincadeira perdeu a graça quando nos deparamos com o parque fechado. Por algum motivo que desconhecemos. Nessa altura meus dedos dos pés começaram a doer naquela sandália linda, porém nada funcional, e pedi que fizéssemos uma pausa, momento esse em que até cogitei ele me carregar nas costas.

Durante esses minutos em que ficamos “desabrigados” sem saber para onde ir e eu com meus dedos doendo horrores de tanto andar,  meu encanto por ele deu uma diminuída. Não estava sabendo lidar com as adversidades e passei a sentir uma pontinha de raiva dele por me fazer andar tanto, mesmo eu tendo avisado logo que saímos do boteco que estava de salto (não que fosse um salto alto, mas, em suma, nenhum salto costuma ser confortável).

Daí ele teve a ideia de irmos para um pub, já que havia um próximo de onde estávamos. E a cada passo que eu dava, conforme a borracha da sandália roçava esfolando a minha pele, sentia meu dedo queimar cada vez mais. Passei a olhar os táxis que passavam com apelo, mas, realmente não valeria a pena pegar um táxi para um trajeto que chegaríamos absurdamente mais rápido indo a pé.

Pedi por uma segunda parada um pouco mais a frente e me sentei num ponto de táxi. Não para esperar um táxi de fato, apenas para dar mais um descanso para os meus dedos. Outra vez cogitei ele me levar nas costas. Descartei a possibilidade pois, estava de vestido e não éramos mais adolescentes para fazer esse tipo de coisa na rua. Nesse momento até tirei a minha sandália para ver o estrago e provar-lhe que não era frescura minha. Revelei meus dedos vermelhos, ele viu e disse: “ihhh vai fazer bolha”. Imagino que do ponto de vista dele a situação também não estava mais tão atraente ou encantadora como inicialmente, mas fazer o que, né? Não tem como continuar plena sentindo a dor que eu estava sentindo. 

Retomamos a caminhada e após um tempo finalmente avistamos o pub na esquina. Para mim foi como ver um lago no meio do deserto. Homens nunca conhecerão as mazelas femininas de ter um pé machucado por conta de um infeliz calçado. Me senti a mulher mais feliz do mundo quando sentei numa cadeira. Tirei a sandália e por baixo da mesa fiquei com meus pés descalços curtindo a total liberdade que podiam.

Novamente pedimos algo para beber – ele um chop e eu um drink sugerido pela garçonete – e retomamos a conversa. O ambiente estava mesmo mais interessante. Talvez no fundo não tenha sido uma boa ideia minha abortar o pub pelo boteco. Ali tínhamos uma penumbra sexy, uma música de fundo mais agradável, ar condicionado funcionando direito, ou seja, bem mais promissor e provavelmente o primeiro beijo sairia a qualquer momento. 

Estávamos sentados numa mesa de três lugares – nos sentamos de frente uma para o outro – e após mais um tempo de conversa, de repente ele fez sinal para que eu me sentasse mais perto, na cadeira vazia que ficava ao nosso lado. Não cedi de primeira e pedi que ele que se aproximasse sentando naquela cadeira ao invés de mim – mandona – , mas ele venceu. Me sentei mais perto e então rolou, minha gente. Rolou o primeiro beijo! ?

Pausa para uma das músicas da trilha sonora que compôs meus momentos de inspiração, enquanto narrava essa história… ?

Que beijo foi aquele Brasil??! Encaixou muito! Em pleno pub comecei a ficar excitada. Não conseguia mais me imaginar voltando para casa sem antes transar com aquele homem. Um beijo, um único beijo foi capaz de me deixar toda animadinha. Continuamos conversando, intercalando beijos com conversas, mas, não muito depois, obviamente, decerto, com certeza, rumamos para o apê dele. Facinha, facinha. Eu com tesão sou pior que homem. ?

Nos comportamos no Uber. Alguns beijinhos aqui e ali, mas, nada que constrangesse o motorista. Até usamos cinto. A viagem demorou mais do que eu queria, uns vinte minutos, talvez? Confesso que não lembro. E quando chegamos, não foi aquela coisa insana de começar a se agarrar loucamente derrubando tudo que esbarrávamos pela frente. Pelo contrário. Foi como se tivéssemos retrocedido o tesão que nos levaste até ali. Ele fez algumas coisas primeiro, como ir ao banheiro, beber uma água, colocar uma música, trocar de roupa, bolar um beck e eu fiquei explorando o apartamento, olhando seus quadros, suas fotos, enfim, a decoração que estava a disposição para ser observada.

Depois também fui ao banheiro e me surpreendi quando vi um pacote de lenços umedecidos em cima da caixinha da descarga. Homem que se preocupa com esse tipo de coisa é louvável. ?? Aproveitei e dei aquela renovada na minha menina e sorrateiramente também já tirei o meu sutiã – como usava um vestido tomara que caia, o sutiã não era nada atraente, daquele que gruda na teta, sabe? – , seria muito estranho ele tendo que descolar aquilo de mim como se tivesse removendo um esparadrapo. ?

Saindo do banheiro, disfarçadamente fui até a minha bolsa e guardei o sutiã – no maior cuidado para um lado não grudar no outro – e guardei a calcinha junto – sei lá, fez mais sentido tirar logo tudo rs – e me juntei a ele no sofá. Iniciamos uma nova sessão de beijos…

Pausa para uma música de outra playlist mais condizente… ?

Conforme nos beijávamos, sua mão ia subindo pelas minhas pernas e ele se surpreendeu quando viu que eu estava sem calcinha – achei até um tanto curioso que ele tivesse percebido antes mesmo da sua mão chegar onde estaria o mísero pedaço de pano – .

-Você estava o tempo inteiro sem calcinha?

-Não rs. – Poderia ter dado uma resposta mais provocadora, mas não me ocorreu nada na hora.

Nos calamos com mais beijos, até que abaixou meu vestido, despindo os meus seios, para logo na sequência levar sua boca até eles. Depois me deitou no sofá e veio por cima de mim. Ahh como eu adoro quando o homem conduz as coisas!! ? Nos beijamos muito naquele sofá. 70% do tempo dispensado com as preliminares foram naqueles beijos. Beijos repletos de tesão e desejo, mas também havia carinho. Aquele tipo de beijo sem a menor pressa de acabar, sabe? Nossa… beijar é bom demais… ?

Após bastante tempo apenas nos beijando, ele me pegou no colo e me levou para seu quarto. Delicadamente me deixou na cama, continuou me beijando, até que desceu para me chupar. – Homem que faz as coisas primeiro na mulher para depois pensar em si próprio também é algo extremamente louvável! ?? – E quando sua língua encostou na minha menina, revirei os olhos de prazer. Que chupada deliciosa. Ou ele realmente era muito bom no que estava fazendo ou eu que estava menos exigente por conta do álcool já ingerido rs.

Me chupou com maestria por algum tempo, mas, não consegui gozar pois, estava muito eufórica. Anunciei que também queria chupá-lo e ele pareceu se surpreender com a minha iniciativa. Eu estava mega curiosa para conhecer seu pau, ainda não tínhamos sido apresentados. Comecei a chupá-lo com a maior dedicação, não muito diferente de quando estou atendendo alguém. Meu capricho não passou despercebido da sua perspicácia e me elogiou, dizendo que eu chupava muito gostoso. Internamente eu sorria de satisfação. Modéstia à parte, sei que mando bem no oral. ?

Depois me reteve por estar quase gozando e se levantou para pegar um preservativo dentro de uma gaveta. Nas poucas vezes que tive transas fora do profissional, quase nunca essa iniciativa partia do homem (a preocupação pela camisinha). Mais uma vez ele ganhou pontinhos. Encapamos e ele veio por cima, do jeito que eu gosto, no papai e mamãe. Foi uma transa deliciosa meus senhores. Depois de um tempo invertemos para que eu fosse por cima e nesse momento ele até acendeu a luz, pois, disse que queria me ver gozando. Safadinho.

Me masturbei ao mesmo tempo em que transávamos e gozei deliciosamente. Depois que fiquei com as pernas bambas demais para continuar conduzindo alguma coisa, ele me colocou de quatro e seguiu com as estocadas até o seu gran finale. Essa parte sexual não fugiu muito do que já tenho com os clientes. Fala se não sou  uma pessoa privilegiada?! ?

Daí ele foi se banhar e depois retornamos para a cama. Conversamos bastante. Contei da minha primeira vez, do vaginismo e mais assuntos pessoais que não convém expor aqui. Até que acabou rolando o segundo round. ? Mas, infelizmente essa nova transa não deu pé. Eu, com essa minha constante preocupação em agradar (hábito adquirido com a profissão), acabei cortando o clima num momento em que falei pra ele que se tivesse cansado (ele estava bombando há bastante tempo), eu poderia ir por cima. Ele saiu de cima de mim um pouco incomodado, dizendo que eu precisava relaxar e deixar rolar, sem ficar me preocupando com isso, que não tinha maneira melhor de “morrer” de cansaço do que transando. Preciso relaxar mais mesmo. 

Depois fui tomar um banho e nesse momento fui surpreendida com mais um elogio seu:

-Nossa, sou apaixonado por pelos loiros! – Eu estava com alguns pelinhos pubianos (já me encontro devidamente depilada) e sinceramente nunca achei que meus pelos fossem loiros. ?

Já ia me preparar para ir embora, quando ele monopolizou o meu vestido e me puxou para o sofá junto dele. Eu não estava com pressa de ir (na verdade, também queria ficar mais), então me permiti ficar mais um pouco. Enquanto isso, ele vasculhava o IFood por algo para comermos e eu, já me sentindo de casa, peguei o controle da TV e comecei a buscar por filmes. 

-Você disse que ainda não assistiu “Divertidamente”, né?! – Perguntei despretensiosamente.

Não assisti não. Coloca aí! – Ele topando assistir desenho numa boa?! Fiquei impressionada! ?

E lá estávamos nós, assistindo Divertidamente no pós-sexo. Dá para acreditar? Achei muito amorzinho esse rolê. ❤️ Quando o IFood chegou e ele desceu para buscar, eu aproveitei para vestir minha roupa, o que não passou despercebido por ele, que já voltou interrogando:

-Quem mandou você colocar a roupa? 

-Não vou comer pelada rs.

Depois que comemos, ele deitou com a cabeça no meu colo e terminamos de assistir o desenho daquele jeito. Foi uma delicinha, rolou muita sintonia entre nós e quando vi já tínhamos piadas internas. Por exemplo, teve uma hora que eu estava lhe fazendo um cafuné e numa parte tensa da história do filme, cravei minhas unhas no cabelo dele inconscientemente (e olha que eu já tinha assistido antes e sabia o que ia acontecer rs). Ele resmungou que eu estava puxando seu cabelo, pedi desculpas, mas, dali a pouco fiz de novo sem querer.

– Você está arrancando os meus últimos fios de cabelo. – Ele se fez de bravo, mas via-se que não estava falando sério.

-Me deixa, que eu tenho tesão em careca! – Brinquei também. ?

Um outro momento que novamente ficamos de brincadeiras bobas desse tipo, foi quando estávamos no hall do prédio esperando meu Uber chegar. Eu estava sentada no seu colo e queria beijá-lo mais, mas, ele não compartilhava da minha vontade. Daí, com a minha cara de pau de quem não se contenta em não conseguir o que quer, perguntei se ele não queria beijar mais e ele disse que não, que estava sem cueca e não podia ficar de pau duro. Daí, dois segundos depois eu levantei seu queixo a força e enfiei a minha língua na boca dele, sem pedir permissão. Ousada ela. ??‍♀️

-Minha boca foi estuprada? É isso mesmo? – Ele se divertiu.

Foi gostoso. Ele até me convidou para dormir lá, mas, eu tinha coisas para fazer no dia seguinte pela manhã e dormir assim logo de cara foge das minhas regras. Além do que, já tínhamos passado muito tempo juntos. Voltei para casa duas horas da manhã. 

 

Continua…

 

O Perspicaz | Parte 1: Pré-encontro

Hello meus amores!

Sumi né? 

Tenho recebido algumas mensagens de pessoas preocupadas com o meu sumiço. Calma, está tudo bem! Continuo atendendo normalmente e tá tudo lindo! Entretanto, também estão acontecendo algumas coisas (boas) na minha vida pessoal, que, no momento, requerem minha dedicação muito mais que alimentar conteúdo no Twitter ou aqui no blog (esse último me chateia um pouco, pois, AMO escrever pra vocês ❤️).

O que de certa maneira está sendo bom! Passei muito tempo da minha vida focada apenas no meu lado profissional e agora estou me dedicando também a mim mesma, a essa pessoa doce que está por trás do pseudônimo “Sara”, que poucos conhecem de verdade. Mas, repito: continuo atendendo normalmente, isso não quer dizer que vou ou estou abandonando isso aqui (pelo menos não no momento rs).

Dito isso, vim compartilhar com vocês mais uma experiência que tive com o Tinder! Lhes aviso de antemão que esse post está ENORMEEEEE, contudo, como não estou mais postando com a mesma frequência de antes, podem ler um pouquinho a cada dia e assim lhes farei companhia até a próxima postagem! ?

Lembrando que: Comentários ao final de cada post são sempre bem vindos! Me motivam a continuar e mostram se estou no caminho certo ou não com essa nova abordagem de conteúdo aqui no blog. Então não se acanhem!

Por hora, pretendo dividir as postagens sobre esta experiência em quatro partes:

  • Pré-encontro
  • Primeiro Encontro
  • Pós-encontro
  • Segundo Encontro

Vamos lá então?! ?

Sobre ele:

Pele bronzeada, uma leve barba e óculos de armação grossa.

Sua frase do “sobre mim”:

Quero um coração leve!

1,77m (mais alto que eu, gosto)

Vamos ao diálogo:

-Hey! 🙂 – Ele tomou a iniciativa.

Hello stranger! ??‍♀️

Hello psycho! Tudo bem aí? – O “psycho” imagino que seja por conta da minha descrição nada convencional do sobre mim (alterei desde a última vez para algo mais louco e fora da casinha rs). 

-Hahaha. Por aqui tudo bem e por aí?

-Sim, mais um domingo preguiçoso. E vc? O que aprontou no fds?

-Nem me fale de preguiça, vim tomar café numa padaria só agora. Sobre o fds, bom, apresentei uma peça ontem do núcleo de teatro que faço parte, quase saí pra noite com uns amigos depois, mas, fiquei tão cansada que acabou em pizza rs. E você? Aprontou muito?

-Que legal! Me conte mais da peça! Qual é o seu personagem? Qual é a história?

** Informações confidenciais **

Que legal! Eu quero assistir, tem como? O meu fds foi tranquilo, ontem fui num barzinho com uns amigos e só. Hj to curtindo a preguiça, mas daqui a pouco vou passar roupa! ?

Pausa para uma observação: reparem no interesse dele em me assistir desde a primeira conversa. Mais para frente entenderão o porquê deste adendo.

Passar roupa??? Fazia tempo que eu não via um homem dizendo / fazendo isso! Rsrs. Ai que delícia, que barzinho foram? E sobre a peça, quem sabe? Ficarei em cartaz todos os ****** de fevereiro. Quem sabe se conseguirmos nos conhecer até lá. Rs. – Afinal, não chamaria um estranho para assistir a minha peça.

-Pois é, tô sem diarista. Haha legal, tomara que eu consiga te conhecer / ver a peça.

… Enfim, não vou ficar me prolongando nessa conversa inicial, pois, muita coisa ainda está por vir. Ele disse onde trabalhava, onde morava e sugeriu marcarmos um happy hour qualquer dia desses. Trocamos instagram, tentamos combinar o encontro por lá, mas, como o papo demorava a fluir, de ambos os lados, por ser um insta e não whatsapp, chegou o grande momento em que trocamos números de telefone.

No começo o meu nível de interesse por ele era médio. O achava bonito, o papo, apesar de não ser grande coisa, estava fluindo, mas, o que fez dar um salto no meu alerta interior, do tipo que me fizesse pensar: “humm esse cara parece ser mais interessante do que eu pensava”, foi quando ele reagiu de maneira extremamente brincalhona a um cancelamento da minha parte.

Por motivos pessoais precisei cancelar nosso date avisando-o no mesmo dia. Me desculpei dizendo que não lembrava do nosso encontro (realmente não lembrava) e ele ainda me mandou um print da nossa conversa na parte em que eu dizia para irmos tal dia e horário em tal lugar, me parecendo até um pouco chateado pelo cancelamento repentino. Daí, quando finalizei com um: “Me desculpe”, ele me surpreendeu demais com o seu bom humor:

-Não sei não, eu tô muito confuso com tudo isso que tá acontecendo. Para mim confiança é que nem um cristal, sabe? E agora você quebrou esse cristal. Não sei como encarar nosso relacionamento agora. Acho que vou precisar de um tempo. Um tempo para cuidar de mim. Tenho que parar de priorizar os outros e focar em mim mesmo.

Me conquistou. Ele poderia ter respondido somente um “tudo bem, remarcamos para outra data”, mas, foi além, fez piada com a situação. E se tem uma coisa que eu adoro em um homem é bom humor e jogo de cintura. Entrei na brincadeira dele:

-Não me julgue por apenas uma falha minha, nunca pisei na bola contigo, prometo que não vai se arrepender de dar uma segunda chance para o nosso relacionamento. Merecemos isso! Não jogue fora nossos 5 dias juntos!

E ele continuou:

-Vocês homens sempre dizem isso, mas, sei que não é verdade. Eu me dediquei, me anulei por você, pus nosso relacionamento acima de tudo, mas nunca houve reciprocidade… agora eu entendo que pra você eu sempre fui apenas um contatinho…

-Será que vossa senhoria me permitiria me redimir com você amanhã? Ou semana que vem?

-Não sei, vou ver e te aviso (agora vou fazer charme hahaha)

O respondi com uma figurinha, ele respondeu com outra e não nos falamos mais naquele dia (era 17h25).

No manhã seguinte, às 08:48, ele já me mandou msg de bom dia. Conversamos no decorrer do dia sobre algumas coisas, fui presenteada com uns dois áudios dele (diga-se de passagem que adorei a sua voz) e ele perguntou se poderíamos nos encontrar naquela tarde, já que na mensagem do dia anterior eu sugeri jogarmos nosso encontro para o dia seguinte. Mas, como quando eu tinha proposto ele fez aquele tal charme, não contei com o date e marquei outro compromisso. Ia jantar com uma amiga que não via há tempos e me recusava a cancelar com ela por causa de macho.

A velha dicotomia dos sexos né… se fosse entre homens, não precisava nem perguntar, era só avisar: “Brother, apareceu uma ocorrência do Tinder, preciso atender. Depois a gente marca!”. E o amigo responderia: “Caramba, se deu bem hein sua bichona? Deixa eu ver quem é! E depois me conta como foi”. – Novamente me brindando com seu bom humor.

-Sendo assim, apesar de querer muito te conhecer hoje (e eu queria mesmo), não posso dar mancada com ela. Vamos combinar nosso encontro para x dia da semana que vem? Sem falta, exceto com atestado de óbito de ambas as partes.

-Tá bom, mas, já prevejo um atestado de óbito forjado. – Todo engraçadinho.

-Posso marcar aqui na agenda então? Ou acha que até lá perdeu o interesse? Rs.

-Então… temos um fds de bloquinhos pela frente né… Hahaha.

Aff fiquei furiosa com a insinuação. Onde já se viu, me comparar com mulheres bêbadas e facinhas de bloquinhos?! Sou muito mais interessante que isso! Não consegui disfarçar o meu ressentimento:

-Péssima resposta rs. Então tá, deixarei minha agenda livre e caso você decida depois, pode acontecer de novo o que aconteceu hoje e eu já ter marcado algo. Um bom fim de semana e boa sorte com os bloquinhos.

Minha alfinetada não passou despercebida de um homem inteligente como ele.

-Hahahaha não precisa apelar. Pode reservar, tenho certeza que teremos um encontro divertido!

Mais tarde, no mesmo dia, voltamos a conversar:

-Como tá indo o plano B para hoje? Salvou a noite? – Perguntei curiosa, já que mais cedo, quando ele perguntou se poderíamos nos encontrar, disse que se eu não pudesse, ele teria que pensar num plano B para aquela noite.

-Nenhuma oferta tentadora suficiente para me tirar de casa ainda. Vou fumar um e ver filme, amanhã o dia será movimentado.

Fumar um? Sincerão ele! Gostei.

Humm então você também curte fumar um? Interessante… Se quiser posso te indicar algum filme.

-Eu gosto, me cativa mais que álcool. Pois me indique, vejamos se você tem bom gosto. – Claro que tenho bom gosto, querido!

-Vou te indicar um incrível do Will Smith, se é que você já não assistiu também. Se chama “Beleza Oculta”. Tem na Netflix.

-Já assisti.

-E o que achou?

-Bom. Nota 7,5.

-Não concordo com a sua nota. Mas, vou respeitar. Me indica algum que você gosta pra eu entender o seu gosto.

-Muito bem. Democracia é isso. Me diz 10 filmes que você indicaria pra qualquer pessoa. 1- Beleza Oculta. – Já preenchendo o que seria a primeira indicação da minha lista rs. Abusado!

Você também. – E insisti para que ele enviasse a lista dele primeiro.

E lá veio ele com seu ranking requintado:

  1. Bastardos Inglórios
  2. Pulp Fiction
  3. Clube de Luta
  4. Edukators
  5. A Vida dos Outros
  6. Férias Frustradas
  7. Forrest Gump (mas todo mundo já assistiu)
  8. A Banda

– … Depois eu coloco mais dois que já acendi o beck. Cadê a sua lista?

Confesso que fiquei até um pouco envergonhada de mandar a minha playlist de filmes depois de uma lista dessas, mas, pensei: “foda-se, não vou fingir ser algo que não sou, se for pra gostar de mim, terá que gostar exatamente assim.” E enviei a minha lista nada exigente, nem tão adulta, quanto a dele:

  1. Beleza Oculta (história criativa, diferente e tocante)
  2. Efeito Borboleta (simplesmente incrível)
  3. Diário de Uma Paixão (o melhor romance que já fizeram)
  4. Garota Exemplar (gosto de filmes de psicopatas também)
  5. Meninas Malvadas (é adolescente, porém um clássico)
  6. Divertidamente (amo desenhos)
  7. O Lobo de Wall Street
  8. Eu os declaro marido e Lary (uma comédia incrível)
  9. Chamada de Emergência (suspense)
  10. O preço do amanhã

-O Preço do Amanhã tem um excelente argumento, mas, o roteiro não desenvolveu bem. Acho que vou assistir um ep de Dark mesmo – Ou seja, achou a minha lista uma bosta haha.

Bem nesse momento eu estava quase chegando onde ia encontrar minha amiga também e nos despedimos. Achei que não nos falaríamos mais até o dia do encontro, mas, no fim de semana recebi sua mensagem:

-Boa sorte na apresentação! 😉 – Fofo!

-Obrigada! Só vai restar mais duas oportunidades pra você vir, hein!

-Tô esperando o convite!

-Se um certo alguém não apresentar nenhum atestado de óbito no dia do nosso encontro, pode ser que role o convite. 😉

-Não apresentarei nenhum atestado.

E enfim chegou a data do encontro…

-Você só tem até o meio dia para apresentar o atestado, viu? – Ele começou a conversa.

-E você só até às 11h. Te resta  apenas 4 minutos.

Nenhum dos dois cancelou.

 

Continua…

 

O Tarado do Tinder

Voltei para o Tinder!

Vira e mexe, quando me dá um siricutico, eu vou e crio uma nova conta. Depois, após algumas decepções, eu deleto a conta de novo. Não que eu espere encontrar o meu príncipe encantado lá (estatísticas apontam que apesar de improvável não é impossível), esse não é o meu objetivo (se acontecer, aconteceu).

Então o que estou buscando? Sei lá, conhecer gente nova? Um sexo casual quando não tiver cliente e quiser escolher ao invés de ser escolhida? Enfim, não me julguem.

Já tive demasiadas experiências engraçadas e interessantes derivadas do citado aplicativo e resolvi que sempre que aparecer algo fora do normal, engraçado ou muito interessante, irei compartilhar aqui. ?

Criei um novo cadastro essa terça.

Selecionei cinco fotos minhas (atuais) que mais gosto, peguei um textinho do Google para colocar no “sobre mim” (prefiro escritos autorais, mas estava sem criatividade) e para fechar coloquei uma das músicas que tem na minha playlist “Músicas Sensuais” do Spotify. A propósito, se você ainda não conhece tal playlist, lhe apresento:

Voltando ao Tinder…

Em poucos minutos de likes já tive o meu primeiro match. “Hummm. Ele deve estar se empenhando aqui, foi o match mais rápido da história para uma conta recém criada”, pensei. E realmente ele estava. Desde o princípio tentando trazer o assunto para a putaria. Me esquivei no começo (não queria que tivesse uma ideia errada sobre mim), mas chegou uma hora que entrei no jogo. Acompanhem!

Sobre ele:

Rapaz barbudo (nenhum Bin Laden, uma barba charmosa e bem cuidada), cara de nerd.

Sua frase do sobre mim:

Wifi grátis aqui em casa! – achei engraçado e criativo.

Vamos ao diálogo:

-Olá linda. Como vai?

-Vou bem Fulano (o chamei pelo nome) e você? 🙂

-Tudo na paz. O que faz acordada aí? 3km é perto de mim. 🙂

-Estou procrastinando pra assistir uma série. E você? O que faz acordado a essa hora da noite, além de estar no Tinder? Rs.

-Tô deitado aqui no escuro kkk. – Começou com a primeira tentativa de trazer o assunto para a putaria.

-No escuro? Então já está quase dormindo… Vai acabar sonhando comigo hein rs. – Não resisti  dar uma provocada também rs.

-Nossa, nem me fala que já tô aqui sonhando acordado. 😛 – Sutil.

-Se sonhar, será missão obrigatória me contar como foi esse sonho depois. – Entrando no jogo dele aos pouquinhos.

-Talvez não possa pq vai que rola um sonho proibido kkk. – SAFADO!!

Nesse momento respondi com o emoji do macaquinho tampando os olhos envergonhado. E ele foi adiante:

-Sabe que minha imaginação é bem fértil. Então já viu né…

-Não sabia que sua imaginação era fértil. Me conta mais. – Instiguei.

-Bom seria se vc estivesse aqui, aí te contava de perto.

-Que rapidinho você, já está querendo me induzir a usar o seu wifi rs. – Brinquei.

-Eu estou sim. Com muito prazer. E você? Quer vc, usar tudo? – Já chamando na Xinxa.

-Quem sabe…

-Já fico excitado só de pensar.

-Que safadinho… gosto. – Incentivei.

-Caramba. Pena que você não pode ver por aqui. Me add no whatsapp. – Olha que safado já querendo me enviar uma foto do pinto!

Não gosto de receber nudes de estranhos que me contatam no intuito de um programa, mas, nesta situação fiquei curiosa em ver o pau dele. Deixei que migrássemos para o whatsapp. E ele já foi direto ao assunto:

-Você ficou curiosa pra ver como eu tô excitado só de imaginar você usando minha internet aqui?

-Fiquei sim muito curiosa. Só que não me interessa ver volume por cima de roupa rs. Se é que você me entende… rs. – Fui bastante ousada eu sei, precisava incentivar o boy a mostrar o pau logo.

-Mas eu vou querer ver também. Posso? – Esperto!

-Quem sabe.

-Quero ver também. – Insistiu.

-Você que chegou dizendo que queria mostrar rs. Só mostro ao vivo. – Fazendo a difícil.

-Quando?

Respondi com uma figurinha do Mickey andando e assoviando. Ou seja, desconversando. Daí o danadinho apelou e me enviou a foto do pênis dele… Achei um pau interessante, confesso, o ângulo estava favorável.

-Tá bom assim? – Ele perguntou depois da foto reveladora.

Respondi com uma figurinha sexy de uma boca passando a língua nos dentes.

-Quando você quer ver ele de perto? – E enviou uma outra foto do pau, com uma gotinha de baba saindo da cabeça, mais a seguinte legenda: “coloca sua boquinha aqui”. Se empolgou o rapaz.

-Uau. Já está assim sem eu ter mandado nada? – Indaguei.

-Já. Você viu como ele fica molhado? Tô imaginando você chegando por aquela porta e me pegando de jeito, sentando nesse pau pra me sentir todinho. Colocando ele todo na boca.

-Uma delicinha. Que mais? 

-Sentindo seu cheiro, seu gosto. Te abrindo toda. – Me abrindo toda?? Como assim?? Vai me deixar arrombada?? Kkkkk. Fiquei com vontade de perguntar. Ao invés disso, só disse:

-Que tesão.

-Você também é muito molhada?

-Sim. Meus dedos até escorregam quando estou me masturbando. – Dei corda pro boy.

-Quero ver isso!!! – Ele respondeu animado.

-Me pegaria de quatro também? – Continuei atiçando.

-Te colocaria de quatro e te chuparia inteira. Vou socar a língua nesse rabo e nessa buceta até você pedir meu pau. – Achei um pouco vulgar esse linguajar dele. Socar? Rabo? – Você gosta de anal também?

-Não.

-Mas socar a minha língua em você todinha eu posso?

-Deve.

-Vou te abrir toda só com a minha língua primeiro.

-Promessa é dívida hein.

-Com certeza! Quando gozar vou filmar pra você ver ele jorrando porra pra você. Aí você imagina ele gozando dentro de você.

-Pode filmar, vou adorar. – Obs.: Isso não quer dizer que estranhos podem me enviar esse tipo de vídeo, ok? Se enviarem serão bloqueados. – Vou sentar bem gostoso em você quando nos encontrarmos. – Dei aquela provocadinha básica.

-Vem amanhã.

-Vou me masturbar enquanto você tiver me comendo e vamos gozar juntos. Será uma delícia. – Meu momento de inspiração erótica rs.

-Vamos mesmo. Vou lavar essa buceta de porra. Posso? – Choquei com ele falando de sexo sem proteção fácil desse jeito.

-Quero ver você gozando no vídeo imaginando essa cena. – Desconversei.

-Vou filmar já já. Tô aqui batendo pra você. Você quer vir amanhã?

-Que horário?

-De manhã ou de noite. Quer vir antes das 11?

-De manhã não rola. A noite talvez.  – Menti.

Daí ele enviou o vídeo dele gozando. Um vídeo até que excitante, devo confessar.

-Imagina essa porra toda dentro de você amanhã. – Ele falou logo depois de enviar o vídeo.

-Nossa que jorrada deliciosaaaa. – Elogiei.

-Quero você.

-Também fiquei com vontade de você. Quero conferir esse pau pessoalmente e sentir ele. Vamos combinar sim, mas, amanhã meu dia está um pouco incerto, vamos nos falando no decorrer. Vai que você perde a vontade quando acordar também rs.

-Caralho, assim eu não aguento. Eu também quero muito sentir você molhando ele todinho. Claro que não vou perder a vontade! Só se você perder.

-Vou chupar ele bem babado. Você terá que se controlar para não gozar na minha boca. Eu não irei perder a vontade também, quem gozou aqui foi você, eu não. Então estarei na vontade. – Continuei correspondendo toda animada.

-Nossa, não faz isso comigo. Fica me prometendo e depois some. – Pelo jeito fazem isso com ele com frequência rs. – Quero você cuspindo nele até escorrer e me engolindo.  – Me surpreendi que ele ainda tivesse no pique de falar putaria mesmo depois de já ter gozado.

-Safada delícia você. Vai me deixar louco.

-Olhando pra essa sua carinha também não imaginei que fosse tão safado. Vai dormir agora depois da gozada? – Tentei finalizar a conversa.

-Muito menos eu, você com essa carinha de ingênua.

-Nunca ouviu dizer que as santinhas são as piores? Rs.

-Quero gozar e dormir com ele dentro de você.

-Não fala isso que quem ficará louca sou eu. Dormir de conchinha com ele dentro? E recomeçar no meio da noite? – Resolvi deixar ele feliz entrando ainda mais na brincadeira.

-Sim, todo gozado e ela escorrendo minha porra. – Ele não ia dormir não??

-Safado. Vou querer sentir bem quentinho.

-Assim mesmo! Safada. Vou te esperar amanhã hein.

-Vamos combinar, quero muito ir. Sentir você de verdade. Vou assistir a série agora. – Tentei finalizar a conversa mais uma vez.

-Então vem amanhã, pra mim já está mais do que certo.

-Precisa me passar seu endereço depois.

-Até amanhã hein, não foge. – E já me enviou seu endereço. – Boa noite delícia.

-Não fugirei, se não der certo amanhã – que eu já sabia que não ia dar – até o final dessa semana combinaremos com certeza – sem ter tanta certeza assim rs -, seu vídeo me deixou com muita vontade. Quero sentir você.

-Eu também! Pense nele que você vai conseguir vir amanhã hahaha.

-E sonha comigo esquentando a sua cama. Um beijo.

-Fui, delícia.

E encerramos a conversa exatamente a uma e quarenta e nove da madrugada.

Pensei em desfazer o match e bloquear seu contato. O achei muito tarado. E todo aquele papo de gozar dentro e escorrer? Não me pareceu alguém preocupado em preservar a própria saúde. E se eu fosse uma estranha com AIDS? Claro que ele dizendo todas aquelas coisas não queria dizer que pessoalmente seria exatamente daquele jeito, mas sei lá, não me inspirou confiança. Não levou nem alguns dias de conversa para chegar naquele nível de intimidade. Enfim…

Desfiz o match? Bloqueei?

Não. ?

E às 09:26 da manhã seguinte, recebi a mensagem de bom dia dele:

-Minha delícia, bom dia.

Respondi com uma figurinha de “Bom dia”.

-Nossa, acordei querendo você com força. Deixa eu te ver meu tesão? – Logo cedo, gente??!

-Não rs.

Uma hora depois ele puxou assunto de novo:

-O que está fazendo de bom aí?

Respondi meia hora depois:

-Trabalhando e você? – Não necessariamente, mas quis mostrar que estava ocupada fazendo algo útil e produtivo.

-Eu também. O que você faz? – Até que enfim uma pergunta que não envolvesse sexo.

-Sou jornalista. E você? – Como sempre não entrei em muitos detalhes.

-Legal. Eu sou designer, trabalho numa produtora de filmes publicitários na parte de computação gráfica.

-Já temos um pezinho ali na comunicação rs.

-Sim. Meu, tô com muito tesão de pensar em você. – Quando eu penso que o assunto vai tomar um caminho diferente, ele trás de novo para a putaria! Fiquei sem paciência…

-Não te atrapalha ficar pensando em sexo tendo que trabalhar? – Nem eu que trabalho com sexo não sou tão tarada assim! ?

-Não. De tarde te mostro ele no banheiro. Quer?

Eis que cheguei no meu limite e dei um chega pra lá no taradinho.

-Acho que te passei uma ideia errada sobre mim. Curto falar putaria, mas não o tempo inteiro assim. Então não.

-Calma. Só achei que vc também estivesse na mesma vibe. – Em pleno horário de almoço?? Só se eu estivesse num motel sendo chupada por algum cliente – Não vou mandar não. Você vai me ver de noite? – Olha ele querendo ter certeza que não estava tudo perdido rs.

-Não sei se consigo hoje. Como te disse ontem, hoje meu dia está meio complicado.

-Entendo. Se você conseguir me fala, tá?

-Claro.

Chega a ser cansativo uma pessoa tão sexual desse jeito. Não vou mentir que em algum momento da nossa conversa na noite anterior eu não tenha ficado excitada e com tesão em dar pra ele. Gosto de homens tarados, eu também tenho meu lado tarada, mas tudo tem seu momento né? Falar de sexo A TODO MOMENTO é um pouco demais.

Bom… se vou transar com ele em alguma oportunidade que venha a surgir, sinceramente não sei. Quem sabe num dia em que eu estiver com muito tesão e, por acaso, não houver nenhum cliente agendado para poder saciar a vontade unindo o útil  ao agradável. ? Se rolar, lhes contarei se ele foi tudo isso pessoalmente também nos próximos capítulos…

Pernoite com o Fenomenal

Querido diário…

Que delícia viver mais uma aventura com este homem! ❤️ E desta vez foi ainda mais emocionante, já que peguei um voo até Porto Alegre só para encontrá-lo. Assim como ele veio para São Paulo a trabalho quando saímos pela primeira vez, agora ele viajara para o Rio Grande do Sul. Eu nunca tinha ido para Porto Alegre, então fiquei animada duas vezes! ?

Ao pisar no aeroporto de Congonhas, imediatamente me lembrei da minha última viagem marcante e a nostalgia foi muita. Tinha me esquecido da sensação de prazer que um aeroporto pode nos remeter, dependendo da viagem que nos espera. Talvez por estar empolgada com esta, me lembrei de uma outra que me fez a mulher mais feliz desse mundo, que foi quando realizei o meu sonho de conhecer os Estados Unidos, ano passado. Ahh como eu queria ir pra fora de novo, apesar daquele voo horroroso de dez horas.

Adoro olhar para fora da janela quando o avião está subindo. A cidade vista de cima parece uma grande maquete e conforme vai ficando cada vez mais alto é como se as pessoas que aqui habitam, já não existissem. Carros se tornam formigas, pessoas seres invisíveis, montanhas e rios não mais tão infinitos assim. Logo a vista de cima parece uma grande pintura, como se você estivesse vendo o planeta Terra de fora.

Como eu tinha sido muito inteligente em esquecer de levar os meus dois carregadores (do celular pessoal e do de trabalho), poupei a bateria que estava sendo gasta comigo ouvindo música e peguei o livro que escolhi para me acompanhar nessa viagem. “Ninguém é de Ninguém” da querida Zibia Gasparetto. Comprei este livro há mais de um ano – quando ainda morava em Guarulhos – e assim como muitos outros comprados e ganhados, estava intocado na minha estante, esperando pelo seu momento. A propósito, aproveito para destacar um trecho do livro que gostei muito: “O segredo para a felicidade é escolher a comédia e largar o drama” (pág 26).

Li umas boas páginas do livro, até que de repente se apagaram as luzes do voo. Eu sei que poderia usar aquelas lanternas individuais do teto, mas quis poupar o meu vizinho de ter que lidar com uma luz na sua cara. Peguei meu celular e aproveitei para ouvir mais um pouco de música, enquanto ainda tinha bateria. Vou trazer aqui abaixo a música que ouvi naquele momento. Parte da trilha sonora da minha viagem, ainda que uma música um tanto romantizada para a ocasião.

De repente aconteceram umas coisas estranhas durante o voo, fazendo com que a minha trilha sonora trouxesse mais drama ao momento. Turbulência. As vezes o avião descia muito rápido de modo que senti aquele frio na barriga de quando estamos numa montanha russa. Fiquei com um pequeno medinho da morte. Olhei para as pessoas ao lado e algumas também demonstravam um sutil olhar assustado.

E com tanta coisa importante para eu pensar caso eu morresse, fui pensar no tanto de relato que já estava pronto, salvo nos rascunhos do blog, especulando se a pessoa de minha confiança que tem a senha de todas as minhas redes sociais de trabalho, teria a malícia de revisar o conteúdo e postar do mesmo jeito, como aqueles artistas que mesmo depois que morrem continuam lançando coisa nova rs.

Daí reparei que constantemente uma luz piscava lá fora. “Deve ser a luz do avião”, pensei enganadamente inteligente, até que reparei melhor que tais luzes piscavam em pontos diferentes das nuvens. Quase não acreditei quando descobri que aquilo eram raios. Eu tinha visto a previsão de Porto Alegre, de frio e chuva, mas ainda assim achei impressionante aquele pisca pisca constante. Não havia intervalos entre uma piscada e outra e pensei: para onde será que todos aqueles raios oriundos de uma nuvem enorme e sinistra estavam sendo direcionados? ?

Enfim o avião pousou e fiquei feliz por isso. Feliz por não ter morrido com aqueles sacolejos e mais feliz ainda por estar cada vez mais perto o momento de reencontrar aquele homem e passar a noite inteira com ele. ❤️ Troquei a música que ouvia para “Season Of The Witch” da Lana Del Rey, que já havia se tornado a nossa música tema desde o nosso primeiro encontro.

Dei uma leve congelada do lado de fora do aeroporto enquanto esperava o meu Uber e durante essa espera constatei como de fato taxistas são implicantes. Até com eles mesmos arrumam encrenca. O cara que trabalhava chamando os passageiros para os táxis brancos, começou a brigar com o motorista do táxi laranja, dizendo que ele não podia estacionar ali. Até entre eles há rivalidade, achei desnecessário tudo aquilo, como se não tivesse passageiros para todo mundo.

Não achei Porto Alegre grande coisa. No trajeto do aeroporto até o hotel Blue Tree Towers Millenium não havia nada de extraordinário na vista. O motorista justificou que a parte boa era do outro lado e avaliou que aquela parte da cidade era similar a parte feia do centro de São Paulo. E era mesmo.

Enfim cheguei no hotel, me identifiquei na recepção e o recepcionista, incrível e solicito que conseguiu um carregador de Iphone para mim, me escoltou até o quarto em que o Fenomenal me aguardava.

Que delícia revê-lo. Desta vez não vestia roupa social, mas ainda assim estava elegante, com aquele suéter. Me deu um beijo de língua delicioso depois que entrei e a porta se fechou atrás de nós, mas, não foi um beijo afobado que desencadeou numa transa selvagem. Pelo contrário, foi apenas um beijo de saudade e então nos afastamos para conversar como pessoas civilizadas, com ele novamente me servindo um Moscatel (desta vez não teve nenhum acidente com a garrafa rs). 

Vez ou outra nos topávamos pelo quarto e acabávamos nos beijando de novo, mas tudo era feito com bastante calma e no seu tempo, o que apreciei bastante, afinal tínhamos doze horas pela frente, para que pressa? Nos sentamos no sofá e engatamos uma conversa enquanto eu bebericava o meu vinho e ele seu saquê. Sabe aquela conversa fluída que começa em determinado assunto, depois vai para outro nada a ver e as conversas parecem nunca ter fim de tão agradáveis que são? É muito gostoso conversar com pessoas inteligentes. Claro que não foi só conversa a noite inteira, mas essa prosa do início do encontro foi a mais marcante.

Certa altura, me sentei em seu colo de frente para ele, momento em que nos beijamos de um jeito mais sensual, me deixando cada vez mais excitada, coisa que ainda não tinha acontecido com os beijos anteriores da noite. Entre um beijo e outro, até li para ele o rascunho do nosso primeiro encontro (que ainda não tinha sido postado) e foi muito gostoso relembrarmos de cada detalhe juntos. Aquele texto gigante que devo ter lido em não menos que dez minutos, fazendo as devidas entonações, arrancando risos dele e alguns olhares de cobiça em determinadas partes. Acho que já posso começar a investir em audiobook rs.

Enfim fomos para a cama, onde tudo desenrolou de maneira ainda mais maravilhosa. Ele queria me chupar primeiro, mas fui mais esperta e o encurralei sem cueca. Primeiro eu, depois ele e então os dois, num delicioso 69. Nos chupamos bastante naquela noite. As preliminares foram longas, como se não houvesse amanhã. E quando finalmente encapou e me penetrou, eu já estava quase subindo pelas paredes.

O primeiro round foi no papai e mamãe. Ele aguentou bastante, ainda que diversas vezes reduzisse a velocidade quase parando, quando eu queria sentir alta voltagem. Gozei maravilhosamente com o auxilio do meu brinquedinho e em todas as vezes que transamos, ele sempre deixava para vir depois de mim, o que gostei bastante. Homem que não é egoísta na cama já é muito bom, vindo de cliente então é de tirar o chapéu. ??

Quando terminou, foi no banheiro se lavar e jogar o preservativo fora e ao retornar, sugeri que pedisse algo para comermos. Já era 23h (eu cheguei por volta das 19h) e eu estava morrendo de fome (ainda mais depois de toda aquela atividade). Acabamos escolhendo um penne e nesse meio tempo quase transamos de novo. Digo quase, pois, quando as coisas começaram a esquentar outra vez, demos uma segurada por conta da comida estar prestes a chegar a qualquer momento. No entanto aquela comida não chegava nunca, nos atrapalhando duas vezes. A fome de comida e a fome de sexo.

Após mais de meia hora que havíamos feito o pedido, incentivei que ele ligasse de novo, já que aquela demora estava ficando um tanto demais. “Estamos finalizando” foi o que o atendente disse, mas a comida só chegou mais meia hora depois. Suspeitamos que não haviam computado o nosso pedido da primeira vez.

Após o banho, ele vestiu um samba canção estampado e uma camiseta branca. Tirei um sarro, pois achei que ele dormiria pelado, assim como eu, mas, confesso que no fundo achei sexy aquele seu “pijama” rs. Fiquei o atiçando a todo momento. “Vamos chamar a comida” falei toda diabinha, sabendo que a partir do momento que começássemos a fazer alguma coisa, com certeza seríamos interrompidos. Como de fato aconteceu. (Lei de murphy nunca falha.)

Quando o funcionário do hotel chegou com a comida, corri para o banheiro, que eu estava nua de novo e ele foi atender a porta de pau duro. “Comemos ou transamos?”, ele perguntou quando estávamos a sós de novo. Eu estava faminta, mas também com tesão, então escolhi a segunda opção, ainda que levemente preocupada que a comida esfriasse.

Desta vez ele me pegou contra a parede, que delícia de transa, me senti literalmente uma putinha. Depois me colocou de quatro na cama, até que voltou a vir por cima. – Assim como eu, percebi que ele também curte um papai e mamãe. – Concordamos que transar olhando no fundo dos olhos do outro e nos abraçarmos ao mesmo tempo, é de fato mais interessante àquela sensação enorme de prazer.

Dessa vez gozei me masturbando com a mão mesmo (na raça, sem brinquedinho) e poucos segundos depois que fui, ele perguntou se também podia ir. Achei bonitinho ele pedir a minha autorização. Será que teria segurado se eu dissesse que não? ?

Mais uma pausa e novo banho (não estou enfatizando os momentos da camisinha, apenas para poder deixar o relato mais provocante, mas isso não quer dizer que não usamos) e então nos sentamos a mesa para comer. O macarrão estava delicioso, mas ainda assim não chegamos a limpar o prato. Dentes escovados, nos deitamos na cama com a TV ligada, passando o filme: “Minha Super Ex-Namorada” em algum canal que desconheço.

Me deitei de costas para ele (a  famosa conchinha) e ele me atentou para um terceiro round. De ladinho. Já estávamos plenamente aconchegados debaixo das cobertas e desta vez o fiz se levantar para ir buscar a camisinha. Rolou uma sessão de 69 antes da sua entrada e me surpreendi com a disposição daquele homem, uma vez que parecia tão sonolento quanto eu. “Culpa da sua pele”, ele dizia. Acredito que como todas as outras transas, terminou com ele gozando no papai e mamãe. Ou será que ele não gozou nessa? Já nem lembro mais…

Enfim hora de dormir. De repente me deu um ataque de riso que gostaria de lembrar o motivo. Eu ri de chorar (juro, escorreram várias lágrimas) e estava ficando constrangedor toda aquela risadaria, uma vez que só eu estava gargalhando. Fiquei com dificuldade até para respirar e tive que me concentrar para parar de dar aquele vexame. Enfim me calei e apaguei. Acordei somente quando disparou o alarme do meu celular. Ele disse a verdade, quando mencionou que não roncava. Mais perfeito impossível. ❤️

No dia seguinte (ou naquele mesmo dia, já que quando dormimos passara da meia noite) não rolou a costumeira transa matinal, pois eu precisava voltar para São Paulo o quanto antes, uma vez que esse pernoite foi marcado de última hora e eu  precisava honrar outros compromissos. E no caminho do aeroporto, aproveitei e tirei algumas fotos para documentar melhor a viagem:

Sendo ao mesmo tempo agraciada com as suas gentis mensagens:

Viagem com o Extenuante – 3º e 4º Dia!

A princípio esse dia foi muito parecido com o anterior: transa matinal, café da manhã antes das 10h e o planejamento de passar o dia na praia mais uma vez. A diferença é que estávamos um cadinho mais sonolentos e preguiçosos, então, após o café da manhã voltamos para o quarto, onde eu tirei um delicioso cochilo e ele ficou entretido mexendo em seu celular. Como eu apaguei primeiro, não sei dizer ao certo se ele cochilou também, mas acredito que sim.

Fomos para a praia um pouco mais tarde do que planejávamos e eu entrei na água apenas uma vez (milagre rs). O mar estava bem mais calmo nesse dia, assim como eu, que preferi ficar de boa na areia. Já o Extenuante ia e voltava do mar à cada 10 minutos (perdi as contas de quantas vezes ele se ausentou para se banhar rs). Também pediu petiscos para nós (camarões e iscas de peixe, junto com bebidinhas):

Em certo momento lhe agradeci por ter me levado para aquela viagem. Ainda que houvesse uma questão financeira envolvida para eu estar ali, ele poderia ter escolhido qualquer outra acompanhante e no entanto escolheu à mim. Lhe agradeci por isso e ele todo gentil me agradeceu de volta. Fofo. ❤️

Não fiquei triste por ser praticamente o nosso último dia ali (apesar de querer sim repetir aquela rotina mais vezes), mas um tanto feliz e agradecida por mais essa experiência vivida. ✨ Voltamos para o hotel quando estava quase anoitecendo, nos banhamos e, antes do jantar, usufruímos da banheira que havia na suíte. Foi muito gostoso esse momento. Relaxamos naquela água quentinha após um dia gostoso de sol e mar, conversamos sobre diversos assuntos (principalmente sobre as suas experiências amorosas) e ainda acabamos transando, ainda que tenha sido um pouco desconfortável, pelo restrito espaço que tínhamos rs.

Em certo momento começamos a nos beijar, tomei a iniciativa de chupá-lo, ele também me chupou, encapamos e fui por cima, enquanto ele, por sua vez, estava sentado na parte de fora da banheira (mas com os pés dentro da água). Não conseguimos gozar, mas mesmo assim o durante foi gostoso. Quando ficamos ofegantes e cansados, ele se deu por satisfeito, ainda que não tivesse ejaculado. Fomos jantar (mais uma vez no restaurante buffet) e enquanto a comida fazia digestão, resolvemos dar uma volta pela orla da praia. Foi uma delícia aquela caminhada. A noite estava gostosa e a companhia idem.

Depois que voltamos para o quarto, transamos de novo. Aliás, lhes peço desculpas por não entrar em tantos detalhes nas partes sexuais, mas é que não consegui fazer rascunho durante a viagem, nem depois que voltamos, e esses momentos mais íntimos foram muito similares. Ele é bastante tradicional na cama e não fizemos nada que já não tenha sido narrado nas postagens anteriores dessa viagem.

 

Desta vez não encerramos a noite com um filme. Ele estava exausto e pegou no sono rapidamente. Já eu fiquei acordada por mais algumas horas, mexendo no celular enquanto meu sono não vinha. Fui dormir quase 2h da madrugada. Na manhã seguinte, ele quis transar antes do café da manhã, o que me pegou de surpresa, já que nos outros dias ele não me procurou com tanto afinco logo cedo. (Talvez ele tivesse pensado que não daria tempo após o café da manhã rs.) Como eu havia demorado para pegar no sono na noite anterior, tinha dormido menos e fiquei completamente impossibilitada de corresponder às suas investidas naquele momento. Pedi que deixássemos para transar quando voltássemos do café da manhã e ele respeitou. Pude dormir mais um pouco. Glória à Deus. ??

Após comermos, logo que voltamos para o quarto, já fui tirando a roupa para dar àquele homem uma transa que fechasse os nossos dias juntos com chave de ouro. E, sem querer me gabar, foi uma transa e tanto. Consegui fazer com que ele gozasse transando! A propósito, bastante curioso que ele só tenha conseguido gozar daquele jeito (sem ser na mão) especificamente no primeiro e último dia da viagem. E nas duas vezes foi na mesma posição: eu por cima, usando meu vibrador no clitóris, atingindo o meu prazer quase que ao mesmo tempo em que ele alcançava o dele. Ufa, fiquei feliz. Eu até poderia não ter transando no exato momento que ele me procurou, mas consegui que a nossa última transa naquele quarto fosse uma saideira à altura. ?

Na sequência nos banhamos e deixamos a suíte. Fizemos o checkout, trouxeram o carro e caímos na estrada ouvindo o que seria (pelo menos para mim) a trilha sonora daquela viagem: “Sirens” e “The Fixer” do Pearl Jam, que ele me apresentou em um dos momentos que estivemos na praia. ?

Viagem com o Extenuante – 2º Dia!

Sara em Guarujá

Acordei por volta das 9h, achando que ainda era de madrugada (o que uma cortina blackout não consegue fazer rs). Fui rapidamente ao banheiro escovar os dentes, pois percebi que ele ia querer dar uma namorada antes do café da manhã e longe de mim fazer feio rs. Começamos a nos beijar e ele foi descendo para a minha menina. Seu oral conseguiu me despertar por completo e na sequência também o chupei. Ele sempre gosta quando eu me demoro mais na lateral da cabecinha, então lá fiquei, subindo e descendo com ponta da minha língua, assistindo suas reações enlouquecidas. Na hora de encapar, ele veio por cima, o que adorei, pois eu não estava com o devido pique para cavalgar tendo acabado de acordar naquele momento, já ele estava mais desperto do que eu. Estocou por algum tempo e não conseguiu gozar transando, finalizamos na mão.

Depois já agilizamos para o café da manhã, que só era servido até às 10h. Nos banhamos rapidamente e seguimos para o restaurante no andar de cima. Me servi com ovos mexidos, bacon, salsicha em molho, frios e pão de queijo. Ele se serviu de maneira parecida, acrescido de um sonho, que descobri ser algo que ele gosta muito. Voltamos para o quarto, apenas para colocarmos as roupas de banho, passar protetor solar e separarmos o que levaríamos para a praia. Passamos pela piscina do hotel, mas não me animei com ela. Prefiro muito mais o agito das ondas do que a calmaria de uma água doce. Ele também concordou comigo, então seguimos para o mar que nos aguardava furioso e traiçoeiro (logo mais saberão o que quero dizer).

Praia da Enseada, Guarujá

O hotel disponibilizava cadeiras plásticas, guarda-sol e toalhas para seus hóspedes, então foi muito mais tranquilo nos acomodarmos na praia, sem precisarmos nos preocupar em providenciar esses itens. Assim que nos sentamos, aproveitei para tirar algumas fotos antes de entrar na água (eis o momento em que tirei a foto inicial e última desse post) e fui a primeira a entrar no mar (não entramos juntos pois, foi preciso revezar para que alguém ficasse cuidando das coisas, enquanto o outro se banhava).

Adentrei na água as poucos, estremecendo sempre que sentia o seu toque na minha pele, até que meu corpo se acostumou com a sua temperatura fria e dei o primeiro mergulho, quando a onda já estava numa altura que eu não conseguiria pular. Devo salientar que entrei na água de óculos (sempre faço isso), pois minha visão é péssima sem ele, além do que, suas lentes escurecem no sol, tornando ainda mais indispensável o seu uso nessas ocasiões. Não passou pela minha cabeça levar lentes de contato nessa viagem, pois ainda não tenho prática com elas e perderia muito tempo tentando colocá-las e tirando. Estava sempre muito atenta quando a onda vinha, segurava meu óculos e como eu estava nadando contra a maré, era mais tranquilo nessa questão, pois a onda o empurrava justamente contra o meu rosto. Mas… de repente, aconteceu uma catástrofe.

Em certo momento que eu estava de costas para o sentido que as ondas vinham, veio uma de surpresa. Nem foi uma onda tão forte assim, mas foi o suficiente para tirá-lo do meu rosto. Foi muito rápido. Não consegui ver para onde ele foi pois, na mesma hora, involuntariamente fechei os meus olhos para proteger da água, acreditando que quando os abrisse veria meu óculos boiando por ali, mas isso não aconteceu. ? Sabe quando acontece umas coisas inesperadas e você pensa: “espera, isso não está acontecendo comigo”? Fiquei desacreditada. Chamei um moço que estava próximo de mim, pedindo que me ajudasse a procurar, mas foi impossível. Até ele falou: “ih moça, já era”. Fala se não é muito azar para uma pessoa só?! Fiquei ceguinha pelo resto da viagem e o que me entristeceu ainda mais foi ter perdido aquela armação. ? (Até voltei na loja que comprei na esperança de ainda ter uma igual, mas a coleção saiu de linha. ?) Continuei na água depois disso, tentando inutilmente encontrá-lo e as ondas ficavam cada vez mais fortes. Comecei a ficar com medo delas. Em certa altura me percebi ofegante de tanto me esforçar para não ser arrastada para o fundo e resolvi sair antes que o mar me levasse embora também.

Praia da Enseada, Guarujá

Nesse primeiro dia de praia, devo ter entrado na água umas três vezes. Na última vez o mar me levou para tão longe que até me perdi do cliente, sem óculos então, parecia uma cega em tiroteio procurando nossas cadeiras. Nas vezes do Extenuante, ele voltava mais rápido do que eu. Devia literalmente dar uns dois mergulhos e voltar. Já eu ficava na água até meu corpo dizer chega rs.

Durante o tempo que ficamos na praia, comemos algumas besteirinhas, como sorvete, açaí e até brigadeiro, que uma mulher passou vendendo (na verdade, eu que comi tudo isso, ele só ficou na cerveja rs). Voltamos para o hotel por volta das 16h. Nos banhamos e cochilamos até o horário do jantar.

Quando acordamos, transamos de novo. As transas iniciavam do mesmo jeito: beijos, chupadas e então penetração, mas dessa vez me pegou de quatro. Nem assim ele conseguiu gozar transando. Daí fui por cima, gozei com meu brinquedinho e ele nada. Quando atingia o pico da exaustão, me pedia para deitar ao seu lado, depois recomeçávamos com o oral e ele finalizava na mão.

Nosso jantar foi no restaurante buffet e gostamos bem mais da comida de lá. Abastecemos nossos pratos duas vezes, comemos sobremesa e então voltamos para o quarto. Encerramos à noite assistindo outro filme, dessa vez indicado por ele, chamado: Histórias Cruzadas. (Me contou que, assim como eu, é fã da Emma Stone!) Gostei bastante do filme! Recomendo! Desta vez não teve outra transa antes de dormir, já que transamos antes do jantar e estávamos bastante sonolentos. Ele apagou enquanto eu lhe fazia cafuné. E lá se foi mais um dia…

Sara na praia da Enseada

Viagem com o Extenuante!

Ahh como é gostoso viajar. E fazia tempo que eu não viajava com cliente (nem lembro quando foi a última vez ?). A princípio ele queria viajar para fora (mais precisamente Estados Unidos) que eu A-D-O-R-A-R-I-A ter aceitado, pois minha viagem para lá no ano passado (sozinha, à passeio) foi bem rápida, mas infelizmente tive que recusar a oferta, pois estamos em período letivo e eu não poderia faltar nas minhas aulas (sim, me formei ano passado, mas já iniciei outra graduação ?). Então ele escolheu algo mais perto. Gostei que ele foi todo fofo em procurar por algo que eu gostasse, apesar das férias serem dele. Me perguntou que tipo de viagem me cativaria e lhe respondi que gosto de lugares quentes (se tiver água então, melhor ainda!) e ele decidiu pela praia, pesquisando por uma não muito longe para que pudéssemos ir de carro, sendo Guarujá a escolhida. Achei ótimo pois nunca tido ido para lá, na verdade, nenhum de nós dois, então acabou sendo uma novidade para ambos. ?

A viagem ocorreu naquele feriado de Páscoa (como sempre, estou atrasada com as postagens rs). Me buscou na quinta-feira por volta do meio dia e seguimos de carro para a praia da Enseada. Ele teve muito bom gosto na escolha do hotel, nos hospedamos no Casa Grande Hotel que é quase colado na praia. Só tínhamos que atravessar a rua para chegar nela. ?
 
Chegamos um pouco antes do check-in e o quarto não estava pronto, então deixamos as malas na recepção e fomos dar uma volta pela região. Andamos abraçados por alguns metros da extensão da praia, até que ele decidiu pararmos em alguns daqueles restaurantes à beira mar e pedirmos uma porção de camarão ou algo do tipo. Concordei, pois também AMO camarão e acabamos pedindo iscas de peixe junto. ? Lá ficamos por um tempão comendo e conversando e só mais tarde voltamos para o hotel. 
 
Falando em hotel, deixa eu falar um pouco sobre o Casa Grande Hotel. Era mesmo um casarão gigantesco. Rústico e aconchegante. Algumas partes das áreas comuns possuíam detalhes estéticos que nos remetiam a um navio. Muito interessante. Nosso quarto ficava no térreo entre muitos corredores. Ficamos na suíte 225 (senão me engano ?).
 
Casa Grande Hotel, vista da suíte
Obviamente que a primeira coisa que fizemos diante daquela cama gigantesca e extremamente convidativa foi transar. Hehe. Trocamos de roupa para algo mais confortável (percebi que ele ia querer descansar um pouco depois da viagem de carro e de passarmos a tarde à beira mar)  e nos deitamos. Daí foi inevitável não começarmos a nos beijar. E como na maioria das vezes em que saímos, ele desceu para me chupar primeiro, antes que eu fizesse alguma coisa nele. Ahh que delícia ser chupada. Não é possível que existam mulheres que não curtam um mimo desses. ?
 
Depois foi a minha vez de retribuir aquele prazer e o chupei até que pedisse pela camisinha (o que levou um certo tempo, pois gostamos de caprichar e aproveitar ao máximo as preliminares ?). Quando íamos partir para a penetração, perguntei se tudo bem eu usar um brinquedinho que eu havia levado. Ele me deixou completamente à vontade e então, ao pegar a camisinha, aproveitei para pegar também o meu vibradorzinho clitoriano. (Inclusive, já postei foto dele aqui.) Ahh que delícia transar utilizando apetrechos. Ao invés de eu mesma me masturbar, o vibrador faria tudo isso por mim. ?
 
Após encapado, o Extenuante veio então por cima de mim, mesclando frango assado com papai e mamãe. Ativei meu vibrador enquanto ele estocava e que sensação mais gostosa! Quando ele se cansou, sem gozar (não vamos esquecer o motivo do seu apelido ser O Extenuante rs), invertemos as posições e daí eu que fui por cima. Ainda com meu vibrador em ação, o posicionei de modo que eu roçasse nele sempre que eu sentasse e foi interessante o feedback do cliente nesse momento, pois antes de deixar o vibrador ali (entre o meu clitóris e a sua virilha), perguntei se lhe causava algum incômodo e ele disse que não, que era interessante a sensação do vibrador massageando-o também. Então lá fui eu, focada, determinada e alucinada com o prazer. Foi um prazer duplo (não de dupla penetração rsrs), sentir algo vibrando no clitóris ao mesmo tempo em que o sentia me penetrando. Fantástico!
 

* Dica para as mulheres: comprem um vibrador e não usem somente sozinhas! 
 
Eu gozei muito gostoso e surpreendentemente ele também!! Fiquei completamente abobada quando consegui o feito de fazer aquele homem difícil gozar transando (só havíamos conseguido uma única vez, no nosso terceiro encontro). Perguntei se tinha sido o vibrador, mas ele não admitiu rs, disse que o fato de eu estar por cima lhe dá bastante tesão. Hummm. Mas acho que foi uma soma. Estarmos na sua posição preferida, me ver gozar, sentir algo massageando a sua pele, enfim. Foi uma transa e tanto! 
 
Pedi licença para me banhar primeiro e quando voltei, adivinhem? Ele já estava dormindo. Me deitei ao seu lado e tentei dormir também, quem resiste a uma cochilada pós-transa? Mas meu sono não engrenou pois eu estava com uma insistente dor de cabeça. Sempre que viajo levo uma pequena farmacinha comigo, mas desta vez não fui prevenida para isso (não esperava sofrer desse mal na praia rs). Ele ficou de ver para mim se havia levado entre as suas coisas, mas não deixei que se levantasse naquele momento, pois não queria estragar seu sono. Então após um tempo naquela luta interna, decidi ver se no hotel teria e o avisei que iria dar uma volta. Ele assentiu e saí do quarto rumo a recepção. 
 
Lá fui informada que havia uma “Drugstore” dentro do hotel e segui para o local indicado. O tal drugstore era mais uma lojinha de revistas e cangas e o estoque de remédios ficava atrás da balconista, dentro de um gaveteiro de plástico em cima do próprio balcão. Perguntei se tinha remédio para dor de cabeça, ela respondeu que sim e perguntou qual eu gostaria. “Advil”, respondi prontamente. Ele procurou e não tinha. “Dipirona?” Tentei de novo e nada também. “Neosaldina?” Também não tinha e eu fiquei sem entender o porquê afinal ela me deu o poder de escolha, se eles só tinham uma opção de remédio. Kkkkk. “O que você tem aí?” Perguntei quase sem esperanças. “Doril senhora”, ela respondeu. “Pode ser esse então. Obrigada”. 
 
Paguei pelo remédio e segui para o lounge, onde tinha um homem tocando piano. O lugar estava praticamente vazio, com exceção de um outro rapaz mexendo em seu notebook. O garçom veio até mim e pedi uma água. Tomei o remédio e fiquei ali por um tempo observando o pianista (foi nesse momento que tirei a foto do início do post). Quando percebi que a dor de cabeça estava amenizando, me levantei e fui dar uma volta pelo hotel. 
 
Encontrei umas lojinhas de roupas e entrei numa delas. Não havia ninguém dentro da loja (nem mesmo o responsável por ela) e fui olhando as peças como quem não quer nada. Acabei sendo conquistada por um macacão e uma saída de praia. Resolvi prová-los. Olhei em volta pra ver se surgia algum vendedor ou caixa e o estabelecimento continuava deserto. Ousadamente fui sozinha para o provador e deixei para procurar por alguém só se eu realmente fosse ficar com as peças. 
 
Apaixonada. Fiquei completamente apaixonada por aquele macacão, apesar de ter ficado um pouco sem bunda vestida nele. A saída de praia também ficou um arraso (postarei foto e vídeo com ela no decorrer das postagens) e decidi levá-los. Nessa hora eu precisava de um atendente, deixei as peças em cima do balcão e saí para perguntar numa outra loja próxima. “Moça, você sabe onde está a pessoa responsável por ali?” E apontei a loja vazia. “Ali senhora”, ela apontou para a loja ao lado. Pelo jeito o dono tinha duas lojas e escolheu ficar na outra rs. Fui até lá, chamei o senhorzinho que estava no balcão e ele todo surpreso disse que não tinha me visto entrar na sua outra loja rs. Me fez um bom desconto pelas peças (que afinal estavam com 30% de desconto, mas ele deu até mais pois queria que eu comprasse as duas). Paguei por elas e voltei para o quarto. 
 
O Extenuante já havia acordado e, pela atmosfera do quarto, já havia até tomado banho. Falou de irmos jantar e me troquei, já estreando aquele macacão maravilhoso que não aguentei esperar mais para vesti-lo (e olha que levei uma mala cheia de roupas rs). Havia três tipos de restaurantes no hotel: O buffet, o de frutos do mar e o italiano. Nessa primeira noite optamos pelo frutos do mar. O restaurante era agradável, ficamos na parte externa, onde também éramos agraciados com a brisa da noite. As únicas críticas que cabem aqui é referente a demora no atendimento. Teve um momento que pedi apenas uma água e demorou muito para chegar, estava quase perguntando se haviam realmente anotado o meu pedido rs. Também não acertei muito na escolha do meu prato. O camarão estava um tanto sem gosto, o que deu sabor ali foi a banana. Provei da refeição do Extenuante e gostei menos que a minha rs (tanto que na noite seguinte não quisemos mais arriscar e fomos no buffet mesmo rs).
 
Durante o jantar conversamos muito sobre filmes e séries, o que acabou sendo determinante para o resto da nossa noite, já que terminamos o dia assistindo filme, deitados na cama. Ele confessou que era mais caseiro e que preferia ficar pelo hotel, ao invés de sairmos, e concordei feliz, pois também estava um tanto preguiçosa naquela noite. Ele disse que tinha um certo preconceito com filmes nacionais e por conta disto incentivei que justamente assistíssemos uma comédia nacional, que gosto muito, e que inclusive indico para vocês também: A Noite da Virada! (Tem na Netflix!) Eu já perdi as contas de quantas vezes assisti à esse filme (sempre repito quando gosto muito de algo), já persuadi muitas pessoas a assisti-lo comigo e dessa vez não foi diferente hehe. Ele aceitou a minha sugestão, então lá estávamos nós, já deitados na cama, assistindo em seu notebook (infelizmente não foi possível assistirmos na TV do quarto, a mesma não havia a Netflix instalada e também não nos forneceram cabo HDMI).
 
Ao término do filme transamos de novo, mas não vou me estender nos detalhes pois, além de ter sido muito parecida com a primeira transa de quando chegamos (com exceção que desta vez ele não gozou), esse post também já ficou bastante extenso e não quero cansá-los (mais) rs. Então… até o segundo dia da viagem!
 
Praia da Enseada, Guarujá

Ménage À Trois – Gran Finale

Hi guys! ??‍♀️

Chegamos então a terceira e última parte dessa aventura sexual à bordo da MSC Seaview, durante as minhas férias em janeiro!

Podemos dizer que além de erótico foi também um pouco cômico, o que está bom também, pois adoro uma comédia rs. ?

Aos que gostarem, que até mesmo rirem ou se excitarem durante a narração, os convido a comentarem as suas impressões aqui depois. É sempre muito bom saber o que vocês estão achando das coisas que estou postando. (Alterei o tema do blog, agora os comentários ficam mais visíveis ?).

PS.: O vídeo abaixo também está disponível direto no meu canal: Diário da Sara Müller (os inscritos foram zerados, pois precisei criar um novo canal, já que o anterior foi banido por conta dos meus vídeos sensuais. ? Então se inscreve lá de novo!! ?)

Agora é só dar play! ??

Para quem ainda não leu as demais partes, só clicar abaixo:

Parte 1

Parte 2

Foto citada no final da narração

Ménage à Trois – Parte 2

Segunda noite a bordo…

Sunday Night…

Lá estava eu, outra vez na mesma balada da noite anterior. Ouvindo exatamente as mesmas músicas (a propósito, deixo aqui uma pequena crítica para a MSC: poderiam diversificar melhor aquela playlist. Sempre as MESMAS músicas, todas as noites – não é atoa que voltei sabendo de cór a letra daqueles funks ? -), dançando com as mesmas pessoas (eu e as meninas gritávamos toda vez que nos reencontrávamos, já que não tinha como marcar nada efetivo com a internet complicada a bordo) e bebendo o mesmo drink que sempre me apetece (caipiroska).

A boa notícia é que, diferente da noite anterior, desta vez eu estava mais animada e disposta. ? Dançava com as meninas na maior empolgação e, sinceramente falando, nem lembrava da existência do Juninho, até que ele apareceu, novamente dando em cima de mim. ?

Mais uma vez lhe dei uma esnobada daquelas e nesse meio tempo ele se ausentou. Uma das minhas mais novas amigas me confidenciou que já tinha o visto naquela mesma noite com outra menina antes de eu chegar, o que não me surpreendeu em nada, mulherengo do jeito que ele é, já era de se esperar. 

Quando ele veio tentar flertar comigo novamente, usei essa informação a meu favor e lhe dispensei com a desculpa que não estava afim de pegar boqueira. Ele pareceu vencido e se ausentou outra vez. 

Drink

Contudo, nesta noite eu me contrariei. ??‍♀️ Após mais umas bebidinhas, fiquei com vontade de beijar alguém e, ao contrário de um certo alguém que queria passar o rodo em todo mundo, eu preferia que fosse com alguém que eu já “conhecia”. Então comecei a procurá-lo e adivinhem só? O encontrei dando ideia em mais duas meninas, é claro. ?

Cheguei chegando como se já fosse íntima dele (querendo ou não eu até era, mais do que elas pelo menos), o repreendendo, em tom de brincadeira, por já estar xavecando outras. Ele fingiu demência. Nisso as meninas saíram fora e me senti naquelas cenas de filmes em que quando uma chega causando, as outras, por não quererem confusão, saem sem dizer uma palavra. ?

Assim que elas nos deixaram a sós, ele sorrateiramente me enlaçou em seus braços e lascou-me aquele beijo. ? Eu já estava animadinha por conta da bebida, então não precisou de muito para que abandonássemos a balada  e seguíssemos para a sua cabine. ?

Confesso que eu estava muito bêbada e percebia-se que ele também, o que tornou o momento a seguir ainda mais emocionante! ✨ E mesmo alcoolizada, me lembro de cada ínfimo detalhe… que delícia de noite! ?

Ménage à Trois – Parte 1

Primeira noite no Cruzeiro…

Saturday night…

A bordo da MSC Seaview…

Lá estava eu, em uma das baladas disponíveis a bordo, situada num ambiente conhecido como “Garagem”, com sua decoração colorida e americanizada que nos remetia aos anos 90.  O DJ ficava dentro de um carro parecido com aqueles de parque de diversão, também havia algumas mesas altas pelos cantos e um balcão enorme onde pedíamos as bebidas. 

Imagem meramente ilustrativa, similar ao ambiente narrado.

Eu já havia feito amizade com três meninas (impressionante como é fácil se enturmar a bordo), todas menores de idade (16 e 17 anos), que se espantaram quando revelei não ter a mesma idade que elas rs. Nessa primeira noite eu não estava muito animada, talvez só não estivesse bêbada o suficiente, o que fez com que eu não me interessasse quando eles se aproximaram de mim.

Vou chamá-los de Juninho e Betinho, já que, posteriormente, se apresentaram com nomes no diminutivo rs. O Betinho passou por mim primeiro e pegou na minha mão. Lhe dei uma olhada, até que era bonito, mas esnobei. Não estava na vibe de ficar com alguém, então me desvencilhei da sua mão e continuei dançando como se nada tivesse acontecido. Ele foi embora.

Passados alguns minutos, veio então o Juninho, mais bonito que o anterior, com uma tentativa de aproximação similar. Pegou na minha mão, novamente me esquivei, mas ao contrário do Betinho, ele foi mais insistente. A princípio pareceu que acatou a minha vontade e foi embora. Olhei para trás, para checar se ele tinha ido mesmo, e me surpreendi ao vê-lo conversando com o Betinho. Os dois me fitavam. 

Continuei dançando com as meninas, até que, após um tempo, o Juninho deu o ar da graça novamente. Tentei ignorá-lo mais uma vez, mas ele já chegou todo sorridente perguntando o meu nome e fiquei sem graça de ser mal educada. Lhe respondi e perguntei o dele também. Daí dançamos juntos a música que estava tocando (não lembro qual era).

Totalmente xavequeiro, perguntou se eu já tinha ficado com um baiano antes e mediante a minha negativa, disse que toda mulher depois que fica com um nunca mais esquece. Dei risada do seu jeito convencido e não me convenceu. Me disse que o Betinho era seu irmão, mas depois o peguei na mentira e descobri que o título de irmão era apenas simbólico por serem grandes amigos.

Dançou comigo  à noite inteira, mas não ficou o tempo inteiro do meu lado, o que apreciei, pois não queria ninguém no meu encalço. Ele ia e voltava. Ora dançava com seu amigo, ora sumia e depois reaparecia de novo. 

Após muitas investidas, fui vencida pelo cansaço e deixei que me beijasse. Seu beijo encaixou legal, mas não me deixou excitada, pois como falei, não estava muito animada e isso se aplicava a tudo. Nem a balada estava me agradando muito naquela noite. Tocava uns funks da moda que eu não conhecia direito (mas que voltei sabendo as letras de cór kkkk), além de não conseguir acompanhar o requebra da mulherada. (Sou mais do rock’n roll.)

Enfim, eu tinha curtido o beijo dele, mas sinceramente falando, estava cagando pra ele. Conhecia bem o seu tipinho. Aquele que se acha o rei da balada, o gostosão, que quer passar o rodo em todas as mulheres presentes e eu não queria ser só mais uma na sua cama.

Ele me arrastou para uma área mais privativa e tentou me seduzir com um papo de “quero deixar você louca, molhadinha”, além de, ousadamente, tentar enfiar o dedo na minha calcinha, que sabiamente não deixei. Sei lá eu onde ele esteve com aquele dedo cheio de micróbios.

Nisso fui salva pelo gongo e as meninas estavam de partida. Aproveitei a deixa e falei que ia com elas. Ele tentou fazer com que eu ficasse, mas sou dura na queda e fui embora um tanto aliviada por me livrar dele. Lhe ofereci o meu número de telefone como prêmio de consolação, que obviamente não diminuiu a sua frustração. Certeza que na minha ausência ele continuaria a sua busca e tentaria levar outra para a sua cabine.